Finanças

Bancos confirmam mudança que pode reduzir sua fatura do cartão

Se você já viu uma fatura de cartão praticamente dobrar de um mês para o outro, essa mudança é para você. Uma nova regra que já está em vigor promete travar esse efeito “bola de neve” que assusta quem cai no rotativo ou parcela a fatura.

O detalhe é que muita gente ainda não sabe que essa proteção existe, e por isso não está usando a favor.

O problema que a mudança tenta resolver

Até pouco tempo, os juros do crédito rotativo do cartão podiam ultrapassar 400% ao ano. Uma fatura de R$ 1.000 não paga podia, em poucos meses, se transformar em uma dívida quase impossível de quitar.

Foi para conter esse cenário que entrou em vigor um conjunto de regras que muda a forma como a dívida do cartão pode crescer.

O que já vale hoje

A principal mudança é um teto de cobrança: o valor total da fatura em atraso, somando juros, IOF e multas, não pode ultrapassar 100% do valor original devido, não importa quanto tempo a dívida fique em aberto. Na prática, ela pode no máximo dobrar, mas não passar disso.

Só esse ponto já muda o cenário de quem historicamente via a dívida do cartão crescer sem limite claro.

Mas o que quase ninguém percebeu foi a segunda parte da mudança

Os bancos também deixaram de poder aumentar o limite do cartão por conta própria. Agora, qualquer aumento de limite depende de autorização explícita do cliente, uma medida pensada justamente para evitar que o consumidor se endivide além do que consegue pagar.

E tem mais: ficou mais fácil trocar de banco quando a dívida já está alta. A portabilidade do saldo devedor, tanto do rotativo quanto do parcelamento da fatura, passou a ser gratuita, permitindo levar a dívida para outra instituição que ofereça condições melhores de renegociação.

O que fazer com essa informação

Se você está no rotativo ou parcelando a fatura há meses, vale simular a portabilidade em outras instituições antes de aceitar renovar automaticamente as condições atuais com o seu banco. A diferença de taxa entre instituições ainda pode ser grande, e agora migrar não custa nada.